quinta-feira, 30 de abril de 2009

O PAC VAI LANÇAR

O diretor-geral brasileiro da Cyclone Alcântara Space (CAS), Roberto Amaral, pediu ontem à ministra-chefe da Casa Civil, Dilma Rousseff, a inclusão do projeto de lançamento do satélite binacional no Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O projeto está atrasado desde o seu princípio, em dezembro de 2007. Amaral espera que, com a inclusão no PAC, as coisas funcionem em um novo ritmo. "Incluir no PAC mostra que o projeto é prioritário para o país e a burocracia diminui", disse ele.

Depois de explodir em 2003, matando 20 pessoas, agora a coisa vai, para a merda. Logo o PT fará campanha da Dilma na lua.

NO PARAGUAI BRASIL ABANA O RABO

Debatendo no Parlasul 14 parlamentares brasileiros de um total de 18 votaram a favor da criação do Tribunal Supranacional de Justiça e da “proporcionalidade atenuada”.

O Brasil aceitou reduzir sua representação de 75 parlamentares para 36, aceitando uma “proporcionalidade gradual”. Sendo assim o Brasil terá 36 representantes, Argentina 26 e Paraguai e Uruguai com 18 cada um. Esta proporcionalidade deveria ser elaborada de acordo com a quantidade de habitante dos países. Quer dizer que o Brasil que tem mais de 180 milhões de brasileiros só terá o dobro de representantes do que os 6 milhões de paraguaios, ou seja um paraguaio está valendo 15 brasileiros. PQP

Mas o melhor (ou pior como queiram) da festa for a criação do Tribunal Supranacional de Justiça, idealizado pelo paraguaio Eric Salum. Este órgão pretende julgar as ações dos Estados membros do Mercosul segundo normas comuns. Como a Constituição brasileira não reconhece a supranacionalidade, nossos egrégios representantes vão ter de modificar também nossa Constituição.

Imaginem como será interessante nos submetermos às vontades e tramóias do Hugo Chávez com a entrada da Venezuela no Mercosul. Vai ser com ph !

O vagabundo, senador do PT, Aluízio Mercadante alegou tal decisão como “voluntária de seus respectivos países e uma homenagem à integração dos povos”.

Não acredita ? Pode conferir

Não é a toa que nosso congresso de merda anda tão desprestigiado

Sem veias abertas na América Latina

Na recente Cúpula das Américas, o presidente venezuelano Hugo Chávez, sempre bancando o palhaço, entregou ao mandatário americano Barack Obama um exemplar do livro “As veias abertas da América Latina”, escrito por Eduardo Galeano em 1971.

Como é de seu costume, Obama recebeu o livro com amplo sorriso, que poderia ser entendido como educação, cordialidade e espírito de recompor as relações com o sub continente, mas também como sinal de seu desconhecimento do que estava recebendo. Se soubesse isto seria motivo de preocupação para seus agentes de segurança, dado o nível de toxicidade do conteúdo. Um verdadeiro atentado à segurança nacional.

O episódio lembra a derrapada literária de Chávez, quando descobriu um “tal Noam Chomsky”, que lhe pareceu abrir, ou melhor, fechar seu horizonte cultural.

Realmente, o livro de Galeano é um dos que mais fizeram mal para nosso continente. Sua argumentação principal sustenta que somos pobres porque os outros são ricos, hoje ele diria que os outros são brancos de olhos azuis. Usa o clássico e esfarrapado discurso do império vampiresco que suga o sangue das veias até acabar com sua vítima. Um discurso revolucionário, anti-imperialista, que começa culpando os espanhois e portugueses, logo depois culpa os ingleses e desde o século passado os Estados Unidos. Se fosse escrito no século XXI com certeza culparia a Coca-Cola, Google, Amazon, Starbucks, McDonald’s ou qualquer outra multinacional que “nos rouba”, claro que tais argumentos teriam a mesma seriedade de botar a culpa em alguma padaria local.

Galeano enumera os sofrimentos dos latinos americanos e os transforma em vítimas; transmitindo seu ódio visceral contra qualquer coisa que pregue democracia e mercado, ou seja é totalmente contra a liberdade. Fica preso a um igualitarismo, típico de mente estreita, que impede entender o desenvolvimento e formação da riqueza, propondo apenas a distribuição da pobreza.

No futuro, Obama terá de tomar cuidado quando receber outros pasquins. Existem muitos, desde “A história me absolverá” de Fidel Castro, “A Guerra de Guerrilhas” de Ernesto “Che” Guevara, “Revolução dentro da revolução?” de Regis Debray, passando por “Dependência e desenvolvimento na América Latina” de Fernando Henrique Cardoso e Enzo Faletto, até “Para uma teologia da libertação” de Gustavo Gutiérrez, para concluir com “Para ler o Pato Donald” de Ariel Dorfman e Armand Mattelart, incubado nas universidades americanas.

Para o bem de nosso continente, e efetivo espírito de relançamento das relações entre nossos países, é melhor esperar que o livrinho de Galeano tenha sido esquecido e deixado por Obama no hotel.

Tomara que o presidente americano em uma próxima oportunidade, retribua a gentileza e presenteie Chávez com “Caminho da Servidão” de Friedrich Hayek ou “A ação humana” de Ludwig von Mises, e até lá, se me ensinarem como enviar um livro para um presidente americano, eu enviaria “Do bom selvagem ao bom revolucionário” de Carlos Rangel, que como escreveu Jean-Francois Revel, é o primeiro ensaio sobre a civilização latino americana que dissipa as interpretações falsas, as descrições mentirosas e as desculpas complacentes.

Até lá falemos: “Sem veias abertas na América Latina” e pena que o Lula não saiba ler.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

O custo da gripe

Com a gripe suína alastrando o temor na economia, o Banco Mundial começou a examinar o custo da crise. Em setembro do ano passado, um relatório interno do banco calculou que uma severa pandemia aviária, por exemplo, poderia ter custo de US$ 2 trilhões a US$ 3 trilhões para a economia mundial. Pela projeção, América Latina e Caribe sofreriam perda de pelo menos US$ 182 bilhões com mortalidade, ausência no trabalho e queda de produtividade, de turismo e de vendas no varejo. Os economistas fizeram três simulações, com base na gripe que atacou Hong Kong em 1968/1969, a Ásia em 1957 e a Espanha em 1918. Ontem, um dos autores do estudo, o economista Dominique van der Menschbrugghe, admitiu que o modelo de simulações agora para a dita gripe suína deve ser outro. "Essa gripe é muito diferente dos nosso modelos", afirmou.

Podem apostar que o maior perigo desta gripe será para o seu bolso, através de impostos e transferência de dinheiro dos governos para alguns grupos privilegiados.

Para um pode, para outro não

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, tem sido demonizado por pretender se eleger para um terceiro mandato. Já o presidente da Colômbia, Álvaro Uribe, não desperta a mesma paixão, embora pretenda exatamente a mesma coisa. Ontem, em Madrid, num almoço com empresários espanhóis, falando sobre o terceiro mandato, Uribe afirmou: “Não tenho apego ao poder. Tenho apego às mudanças sociais na Colômbia”.
E o nosso sapo barbudo, será que vai aproveitar a dica ?

Reeleição é a coisa menos democrática que pode existir.

terça-feira, 28 de abril de 2009

lula recomenda que as FARC se transformem em partido político

El presidente brasileño, Luiz Inácio Lula da Silva, sugirió abiertamente este martes que las Fuerzas Armadas Revolucionarias de Colombia (FARC) se conviertan en partido político si desean llegar al poder, y que disputen elecciones como otros grupos.

“Si las FARC quieren llegar al poder, sería más fácil convertirse en un partido político y disputar elecciones”, dijo Lula a periodistas al final de un encuentro con el presidente peruano, Alan García, en la amazónica ciudad brasileña de Rio Branco.

“Si este continente permitió que un indio llegue a presidente (en referencia al boliviano Evo Morales) y un obrero metalúrgico (el propio Lula), ¿por qué alguien de las FARC no puede llegar al poder disputando elecciones?”, se preguntó el mandatario brasileño.

Lula formuló estas declaraciones al analizar junto con García el papel que el nuevo presidente de Estados Unidos, Barack Obama, podría desempeñar en el establecimiento de un nuevo escenario en las relaciones con los países de América Latina.

“Yo le dije al presidente Obama que era necesario que Estados Unidos mire hacia América Latina sin la mirada de la Guerra Fría, porque es un continente donde ya no existe más ningún grupo que quiera llegar al poder por la lucha armada. Con excepción de las FARC”, dijo Lula.

El gobierno brasileño ya había defendido anteriormente que las FARC reconsideren su opción por la lucha armada como forma de llegar al poder, pero hasta ahora el propio presidente no se había expresado tan claramente sobre el asunto.

En febrero, Brasil cedió helicópteros y pilotos para una operación de recuperación de ex rehenes que estaban en poder de las FARC, en la selva colombiana, después de un pedido específico formulado por el gobierno del presidente Alvaro Uribe.

Fonte aqui

Está pregando a velha receita usada pelo PT

Os porcos e a gripe comunista

Até a noite de ontem, a audiência da senadora não estava agendada pelo Palácio do Planalto. No entanto, a senadora pôde apresentar ontem seus apelos ao assessor especial da Presidência para Assuntos Internacionais, Marco Aurélio Garcia. Hoje, Piedad vai detalhá-los aos parlamentares da bancada do PT no Congresso e, amanhã, à Comissão de Relações Exteriores e Defesa Nacional do Senado. Piedad esperava conversar também com a ministra Dilma Rousseff, da Casa Civil, e com o chanceler Celso Amorim. Os encontros, porém, também não foram confirmados.

segunda-feira, 27 de abril de 2009

A Dilma vai morrer

Se depender da afirmação do idiota do Lula, já era:

Lula diz que 'prioridade zero' é cuidar da saúde de Dilma

leia a cagada aqui

Uribe está de olho na imprensa

O judiciário colombiano está investigando os excessos realizados por Uribe.

Para os funcionários do DAS (Departamento Administrativo de Segurança), órgão diretamente controlado pelo presidente da Colômbia, os jornalistas são um "alvo legítimo".

Em um arquivo de 724 folhas da sub direção de análise do DAS, os investigadores encontraram um lista de jornalistas de diferentes meios de comunicação como RCN, Caracol, CM&, Todelar e Semana, entre outros. Havia números telefônicos, correios eletrônicos e outros dados. Esta informação, que está nas mãos dos fiscais, foi entregue a Marta Inés Leal, sub diretora de operações.

Os fiscais também analisam o motivo da existência de uma ordem escrita para fazer um "controle técnico" no correio eletrônico de Daniel Coronell, diretor do Noticias Uno, e estão incluídos vários números de celulares.

Atualmente a fiscalização está analisando os equipamentos Phantom 3000 do DAS, que têm a tecnologia para interceptar e-mails.

Uribe quer controlar toda e qualquer informação da Colômbia e para o povo colombiano. Vale tudo para o terceiro mandato.
Revista Semana

É claro que algumas pessoas aqui e ali vão alegar que a notícia foi publicada em mídia de esquerda e que portanto não merece crédito.

domingo, 26 de abril de 2009

O lula está comendo amarula


A amarula é o fruto de uma árvore africana que quando se solta das ramagens, fermenta e pode chegar a conter até 17º de alcool. Dizem que seu sabor é parecido com o do licor Baileys, mas com toque de fruta. Como a árvore é grande e forte é necessário a força dos elefentes para derrubar os frutos, momento em que é feita a festa. Agora entenderão o comportamento dos animais.

Até a mídia chapa branca


via Jorge Serrão

Eles gostam de homenagear

A Folha de hoje sob o título "Benefícios triplicam ganho de deputados", afirma que a soma dos benefícios em dinheiro oferecidos aos deputados federais atinge entre R$ 48 mil e R$ 62 mil por mês – mais que o triplo de seu salário, R$ 16.512,09. O total não inclui infraestrutura e assistência médica. No caso dos senadores, cujo salário é o mesmo, os benefícios engordam esse valor para entre R$ 74,7 mil e R$ 119,7 mil, quantia paga aos representantes de São Paulo. Os congressistas recebem 15 salários por ano. Apenas a chamada verba indenizatória, de R$ 15 mil, praticamente dobra os vencimentos. Para consultores, os valores indiretos a que os congressistas têm direito são altos até para executivos do setor privado no Brasil. Das 36 leis aprovadas pelo Congresso e sancionadas neste ano, 17 são homenagens, que criam dias nacionais ou dão nome a rodovias e aeroportos – o aeroporto de Macapá mudou de nome duas vezes em 25 dias.
Lembrei de alguns blogueiros, não sei porque.

sábado, 25 de abril de 2009

Contando os filhos do bispo paraguaio

Falta vergonha


O blog Caracas Chronicles escreveu uma teoria bem interessante sobre a possibilidade de surgimento de um "herói", um salvador da pátria que conseguisse a redenção de um país bananeiro, petralha e o escambau: Ela se baseia basicamente no poder da vergonha. A campanha de Ghandi na Índia teve força porque Londres tinha vergonha de seuas ações. Martin Luther King Jr. apelou para a vergonha do povo do norte para mostrar o que estava acontecendo no sul. Mandela exibiu a vergonha do regime do apartheid aos olhos do mundo. Mas o que um herói poderia fazer contra um governo que destruiu todas suas instituições, onde o executivo, o legislativo e o judiciário juntos não deixam de ser literalmente um governo sem vergonha ?

Torço para que morram logo

Senadores e familiares têm seguro-saúde vitalício

Basta ocupar cadeira por seis meses para parlamentar obter privilégio

Os 310 ex-senadores e seus familiares e pensionistas custam ao menos R$ 9 milhões por ano aos cofres públicos, cerca de R$ 32 mil por parlamentar aposentado. Para ter o direito, vitalício, basta que o senador tenha ocupado o cargo por apenas seis meses, até 1995, era somente um dia. No total, os 81 senadores da ativa e os 310 ex-senadores usufruem de um sistema de saúde que consome cerca de R$ 17 milhões por ano. Os parlamentares da ativa e seus familiares não têm limite de gastos com saúde – em 2008, suas despesas médias somaram R$ 80 mil por senador, sem desconto em folha de pagamento. Para este ano, a previsão feita no Orçamento estabeleceu R$ 61 milhões para a saúde dos funcionários do Senado. Como haverá corte de R$ 25 milhões, e as despesas dos senadores continuarão ilimitadas, a área técnica da Casa acredita que quem pagará a conta serão os demais servidores.
estadão

sexta-feira, 24 de abril de 2009

Lucky Louie "anal" episode


Deve ser assim o papo de casal comunista

Rosales, o prefeito cagão

Rosales, el miedo es libre

Desde el momento en que decidí escribir sobre este tema he pensado en cuál sería la mejor forma de entromparle sin ser ofensivo o muy blando. Finalmente opté por la única manera en la que se escribir: siendo sincero conmigo mismo y sin hipocresías de ningún tipo. Disculpen si hiero sensibilidades.

El miedo es libre, el ser humano tiene todo el derecho a actuar de la manera como mejor le parezca para resguardar su vida y la de su familia, en eso estamos claros. Creo que si una persona pide un asilo o refugio en otro país, es porque teme, genuinamente, por su vida. Si algunos de los que me leen están en este predicamento, pues váyanse, es mejor decir: “aquí corrió”, que “aquí quedó”.

Ahora bien, estoy totalmente en contra de que un “líder” político solicite un asilo, corra su vida riesgo o no. Quizás estoy siendo muy duro en este planteamiento, pero si alguien quiere ser presidente de un país tiene que estar dispuesto a correr los riesgos que esa lucha conlleva. ¿O no? No conozco de alguien que haya sido presidente de Venezuela asilado en el Perú, por ejemplo.

Veamos algunos ejemplos de líderes políticos que se las han visto negras y no han huido: Nelson Mandela estuvo preso durante 27 años en Sudáfrica, Álvaro Uribe fue víctima de varios atentados contra su vida por parte de las FARC, Henrique Capriles Radonsky estuvo preso en la Disip un tiempo y pare usted de contar. Ellos siguieron luchando y recogieron los frutos de esa lucha.

En mi humilde opinión, Manuel Rosales es un cobarde, muchos hablarán sobre la persecución política en su contra, que Chávez lo tiene fichado y un montón de cosas más y sí, todo eso es cierto, pero creo que el liderazgo se forja junto a la gente, no desde el extranjero y los cobardes no cambiarán el destino de este país. Digo yo, no sé.

Andrés Schmucke no blog

Um jogo para tempos de crise


Entre no site Pennergame.de, e jogue on line o jogo do vagabundo. Seus criadores chamam de "sátira social". Você começa vivendo como cachorro em Berlim e se trabalhar bem, recolhendo garrafas, papel e reciclando materiais pode se tornar a próxima Angela Merkel.

Quero ser presidente e primeira dama


O polêmico escritor peruano, Jaime Bayly, confessou em Madrid que quer tornar-se "presidente do Peru, mas também em primeira dama", fazendo referência à sua possível candidatura para as eleições presidenciais dentro de dois anos e sua condição de bisexual.

Que coisa fofa !

Como serão chamadas as agências do Banco do Brasil

Nos últimos dias de 2006, o Banco do Brasil anunciava que 300 agências seriam rebatizadas com nomes dos clientes, teríamos então coisas como "Banco do João", "Banco da Maria" e assim por diante. A estratégia fazia parte da campanha de marketing de fim de ano do banco e da pré-comemoração dos 200 anos do BB, que forão completados em 2008.

Em sua primeira medida à frente do Banco do Brasil, o novo presidente da instituição, Aldemir Bendine, ligado ao PT, anunciou ontem a troca de quase 70% das vice-presidências. Dos nove cargos, seis mudaram de comando. Agora, seis deles são ligados ao PT; um, ao PMDB - que cuidará da área de crédito -; e só dois não têm ligação partidária. A mudança no comando do BB visa a reduzir os juros. No dia em que o sapo barbudo ordenou a mudança o BB perdeu 5 bilhões em valor de mercado.

Resta saber quanto perderá agora e que nome será escrito nas agências. Quem vai perder eu já sei: nós.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Polônia vai probir imagens de porcarias totalitarias

Na Polônia a ministra da Igualdade Elzbieta Radziszewska, segundo informa o jornal britânico Telegraph em seu site, está criando uma lei para proibir a toda e quaquer propaganda de tipo fascista e totalitária, que inclui roupa ou qualquer outro suporte que se possa usar com imagens relacionadas com regimes totalitários. A lei prevê penas de até dois anos de prisão.
De esta forma, a imagem do terrorista argentino Che Guevara – um dos ícones mais reproduzidos e vendido nos mercados capitalistas, em típico exercício de hipocrisia esquerdista, que tanto agrada aos imbecis que desfrutam das comodidades do sistema capitalista, corre sério perigo na Polônia.

Como ficaria esta lei aqui no Brasil ?

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Alejandro Peña Esclusa, da TFP e financiado pela Colômbia


El venezolano Alejandro Peña Esclusa, ex integrante de Tradición, Familia y Propiedad, junto a dos ex militares argentinos, implicados en intentos de golpes de Estado en ese país, estarían relacionados con los planes de magnicidio denunciados días atrás en Bolivia.

“El ingeniero venezolano Alejandro Peña Esclusa, acérrimo opositor al gobierno de Hugo Chávez, es quien preside UnoAmérica, la cruzada por denunciar a los gobiernos “izquierdistas” de América Latina. Bolivia y Venezuela encabezan las “preocupaciones” de la organización que recluta “fieles” y financiamiento en la derecha de Colombia”, denunció el diario argentino Página/12.

El rotativo argentino explicó que el vicepresidente de Bolivia, Alvaro García Linera, se comunicó con el embajador argentino en La Paz, Horacio Macedo, para pedirle colaboración en el control de los pasos fronterizos “por la eventual presencia de activistas argentinos en distintas regiones de Bolivia”.

Días atrás, la policía boliviana desbarató una banda de supuestos terroristas durante un operativo en el hotel Las Américas, de la ciudad de Santa Cruz de la Sierra, donde fueron abatidas tres personas y dos más fueron detenidas.

Según Página/12, uno de los ex militares argentinos es el “carapintada” Jorge Mones Ruiz, que durante la década del 80 participó en un intento de golpe contra el gobierno argentino del presidente Raúl Alfonsín.

Quienes encabezaron este levantamiento obtuvieron por parte de esa administración la sanción de una norma que permitió la impunidad a los uniformados que participaron en la dictadura militar en Argentina entre 1976 y 1983.

El matutino explicó que Mones Ruiz “encontró un nuevo conchabo como delegado argentino de UnoAmérica –una organización de ultraderecha que pretende ser la contracara de Unasur–, viajó a Bolivia y se habría contactado con Rózsa”.

Esta última persona es Eduardo Rózsa, ciudadano boliviano-croata, muerto en el operativo del pasado jueves, y que participó activamente en fuerzas ultranacionalistas croatas durante la Guerra de los Balcanes.

También se explicó que Mones Ruiz fue oficial de inteligencia del Ejéricto argentino en Bolivia durante un tramo de la dictadura militar y hace un tiempo viajó al país andino, acompañado Liliana Raffo de Fernández Cutiellos, viuda del teniente coronel Horacio Fernández Cutiellos, muerto durante el intento de copamiento del Regimiento de La Tablada por parte del Movimiento Todos por la Patria (MTP).

La mujer, que encabeza la agrupación de derecha Movimiento por la Verdadera Historia de la provincia de Córdoba, “visitó en prisión al ex prefecto de Pando Leopoldo Fernández, acusado de conspirar contra el gobierno de Morales”, señaló Página/12.

“Entre los objetivos del viaje habría estado reunirse con otro camarada del betún (otro militar golpista), prófugo por delitos de lesa humanidad y radicado en Santa Cruz de la Sierra: Luis Enrique Baraldini”, quien tiene pedido de captura internacional quien es acusado de participar en la represión del régimen militar argentino.

El artículo del matutino además indicó que “los carapintadas hicieron empatía con las facciones lideradas por Branco Marincovic, el empresario sojero líder del comité secesionista de ese departamento boliviano caracterizado por las consignas racistas contra Morales”.

El gobierno de Bolivia confirmó que el grupo desbaratado estaba integrado por los fallecidos Rózsa, Arpád Magyarosi (húngaro-croata), Michael Dwyer (irlandés) y los detenidos Mario Tadic (boliviano-croata) y Elod Toasó (húngaro).

Durante el operativo donde fueron abatidas estas personas se decomisaron distintos tipos de armamentos y se encontraron evidencias de planes que buscaban asesinar al presidente Morales y al vicepresidente García Linera, además de a miembros del gabinete nacional y al prefecto de Santa Cruz, el opositor Rubén Costas.

Este lunes, el ministro de Gobierno boliviano, Alfredo Rada, declaró que agrupaciones “ultranacionalistas, separatistas” y empresariales cruceñas son responsables de apoyar a la célula terrorista.

“Se necesita de una estructura y de recursos. Hay grupos y personas de extrema derecha, ultranacionalistas, separatistas en Santa Cruz” que apoyaron al grupo, afirmó el funcionario.

Noticias24

Sempre achei que esta UNOAMERICA tinha um cheiro estranho

terça-feira, 21 de abril de 2009

Que o mundo se abra ao povo cubano

Por Matías Jove

En la historia reciente de Cuba, pocos acontecimientos despertaron tanto interés como la visita de Juan Pablo II, en enero de 1998. La esperanza generada era lógica: el Papa polaco había contribuido, junto a otros grandes personajes como Margaret Thatcher y Roland Reagan, a la caída del Muro de Berlín. El colapso del comunismo era una realidad, y Cuba representaba una excepción totalitaria en Occidente.
Juan Pablo II amaba Cuba y a los cubanos. Los discretos –pero importantes– logros de su viaje reflejan el empeño que puso por abrir espacios de libertad en la isla. Al aterrizar, no dudó en besar suelo cubano y dirigirse a las autoridades comunistas expresando un deseo muy claro: "Que el mundo se abra a Cuba. Que Cuba se abra el mundo". Ese ideal ha vuelto a cobrar fuerza tras el anuncio de Barack Obama de que Washington levantará las restricciones a los viajes de norteamericanos a la isla y las remesas enviadas por los cubanoamericanos a sus familiares residentes en la misma.

En cierto sentido, el mundo se ha abierto a Cuba. Cerca de 80 países mantienen relaciones comerciales con ella –todas, a través del gobierno cubano–, y La Habana y Varadero se han convertido en destinos casi obligados para cientos de miles de turistas de los países occidentales. Con la excepción de los presidentes de Estados Unidos, los gobiernos de las democracias occidentales han tratado de mantener unas relaciones amistosas con la dictadura. Algunos, como el español, han sido especialmente generosos –con el dinero del contribuyente– en sus políticas de cooperación con la isla y han pasado por alto tanto las recurrentes provocaciones del Comandante en Jefe como el hecho de que cooperación se tenga que realizar a través de instituciones del régimen. Esta apertura del mundo a Cuba, sin embargo, se caracteriza por una obligada limitación: la obsesión del gobierno cubano de mantener aislado al pueblo cubano.

La pretensión de Fidel Castro de que el mundo ignore sistemáticamente a los demócratas cubanos ha sido acogida ciegamente por muchos de los que urgen a Estados Unidos a abrirse a Cuba. El resurgir de la sociedad civil cubana, con el florecimiento del Proyecto Varela, las bibliotecas independientes, las organizaciones de derechos humanos, fue castrado por la maquinaria represiva de los Castro. Los encarcelamientos, los actos de repudio, los aislamientos y las humillaciones se extendieron para acabar con cualquier esperanza de cambio. En ese momento, cuando los demócratas cubanos reclamaban el apoyo internacional, algunos gobiernos denunciaron con valentía la situación en la isla. Otros, en cambio, callaron y limitaron sus contactos con Cuba a la agenda marcada por los dirigentes comunistas.

Tampoco en los once años transcurridos desde la visita del Papa polaco se ha abierto Cuba al mundo. Al contrario. El régimen dio marcha atrás en las pequeñas aperturas que siguieron a la visita del Sumo Pontífice y continuó reprimiendo cualquier desviación ideológica. En la isla, toda iniciativa pasa irremediablemente por el régimen, que prohíbe con penas de cárcel cualquier actividad al margen del gobierno. Se trata de un embargo al pueblo cubano que nadie condena.

El embargo al pueblo cubano prohíbe a los cubanos tener relaciones normales con el exterior. Los cubanos no pueden poseer negocios. No pueden importar. No pueden exportar. No pueden entrar y salir libremente de su país. El acceso a internet es prácticamente inasequible, y los contenidos a que se puede acceder son limitados y están controlados por el gobierno. Los que se atreven a escribir en un medio extranjero pueden ser condenados a penas de hasta 25 años de cárcel.

La eficacia del embargo castrista está garantizada por una eficacísima maquinaria de control social. Todos los cubanos tienen la obligación de denunciar a sus semejantes ante cualquier sospecha de conducta poco revolucionaria. Los Comités de Defensa de la Revolución denuncian a quienes tratan de encubrir a sus vecinos. Nada escapa a la atenta mirada de los Grandes Hermanos.

La repercusión que el anuncio de Barack Obama ha tenido en los líderes de opinión españoles es una muestra del profundo desconocimiento que sigue existiendo sobre la realidad cubana en nuestro país. El mundo puede seguir abriéndose al gobierno cubano, pero los cubanos seguirán siendo viéndose privados de todo hasta que los Castro levanten el embargo con el que castigan a su pueblo.


MATÍAS JOVE, director ejecutivo de la Asociación Española Cuba en Transición (AECT).

UNICEF teme morte de milhares de crianças no Sri Lanka

A UNICEF disse esta terça-feira que receia a morte de milhares de crianças no Sri Lanka no caso de um ataque final do exército governamental contra o último reduto de rebeldes tamil no nordeste da ilha.

«O Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) alerta contra terríveis consequências para as crianças, dezenas de milhares das quais se encontram no meio dos combates entre os Tigres de Libertação Eelam Tamil (LTTE) e as tropas governamentais», segundo um comunicado recebido em Nova Deli

Na segunda-feira, Colombo deu ao líder supremo do LTTE, Velupillaï Prabhakaran, e aos seus chefes 24 horas para se render, ou seja até às 06:30 (TMG) desta terça-feira (07:30 em Lisboa), sem adiantar o que poderia acontecer caso o ultimato não fosse respeitado.

O Presidente, Mahinda Rajapakse, tinha também anunciado à AFP o êxodo, na segunda-feira, de mais de 35 mil civis tamil, que fugiam da última zona de 15 Km2 ainda controlada pelos Tigres, acusados de utilizarem como escudos humanos entre 70 mil a 100 mil pessoas.

«Se os combates continuarem e o LTTE se recusar a deixar partir a população, seremos inevitavelmente confrontados com a morte de muitas mais crianças», avisou o director da UNICEF para o Sul da Ásia, Daniel Toole.

«O nosso maior receio é que o pior esteja ainda para acontecer», referiu Toole receando que o número de crianças mortas neste conflito continue a aumentar.

Pelo menos 2.800 civis morreram nos confrontos entre os beligerantes desde 20 de Janeiro, de acordo com dados das Nações Unidas. Após 37 anos de guerra e a morte de dezenas de milhares de pessoas, o Sri Lanka - muito agarrado à sua soberania - tem rejeitado sistematicamente os apelos internacionais e do LTTE para uma trégua durável.

diário iol Portugal

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Mahmoud Ahmadinejad causa indignação em Genebra

Os diplomatas europeus saíram da Conferência Antirracismo da ONU em Genebra, aberta nesta segunda-feira, reagindo ao discurso do presidente iraniano, que chamou o governo isralense de cruel e racista.

Na manhã de segunda-feira, o governo isralense chamou seu embaixador em Berna para consultas, depois do encontro, domingo, entre o presidente suíço Hans-Rudolf Merz, e o presidente iraniano.

Como era esperado, o presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad criticou Israel, a Europa e os Estados Unidos, afirmando que eles desestabilizam o mundo.

No entanto, o presidente iraniano declarou acolher positivamente "a nova política norte-americana para o Irã", precisando que espera "mudanças concretas." O novo governo norte-americano do presidente Barack Obama de fato estendeu a mão ao Irã depois de quase 30 anos de ruptura das relações entre os dois países.

Os diplomatas europeus deixaram imediatamente a sala quando o presidente iraniano declarou que "depois do fim da Segunda Guerra Mundial, eles (os Aliados) recorreram à agressão militar para privar de terras uma nação inteira sob o pretexto do sofrimento judio (...) Eles enviaram migrantes da Europa, dos Estados Unidos e do mundo do Holocausto para instaurar um governo racista na Palestina ocupada".

Ele também criticou duramente os ataques israelenses contra a população palestina em Gaza. "É preciso colocar um ponto final aos abusos perpetrados pelos sionistas", declarou o presidente iraniano em um discurso de pouco mais de 30 minutos.

Pouco antes, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, tinha advertido o presidente Mohmoud Ahmadinejad contra qualquer amálgama entre sionismo e racismo. A reunião entre ambos durou uma hora e meia no Palácio das Nações.

Primeiras reações

O ministro norueguês das Relações Exteriores, Gahar Stoere, condenou o discurso de Mahmoud Ahmadinejad. "Eu ouvi com atenção o presidente iraniano e vi a incitação ao ódio através de uma mensagem de intolerância", declarou na tribuna depois do discurso do presidente iraniano.

Suas palavras "vão ao encontro da dignidade e do espírito da conferência", declarou o ministro, acusando o Irã de querer "tomar como refém a vontade comum da maioria."

Em Paris, o presidente Nicolas Sarkozy denunciou um "apelo intolerável ao ódio racista". O discurso do presidente iraniano é um "apelo intolerável ao ódio racista, ele ignora os ideais e valores inscritos na Declaração Universal dos Direitos Humanos", afirmou o presidente francês através de um comunicado.

Os lamentos do secretário-geral

Na manhã de segunda-feira, o secretário-geral da ONU Ban Ki-moon havia aberto a conferência lamentando "profundamente que certos países haviam decidido não participar". De fato, uma dezena de países boicotam a conferência: Israel, Estados Unidos, Canadá, Alemanha, Itália, Holanda, Polônia, Austrália e Nova Zelândia.

"Estou profundamente decepcionado. Nós enfrentamos desafios imensos nesse período difícil em várias frentes", afirmou. O racismo persiste e nenhuma sociedade é poupada, declarou Ban Ki-moon.

"Somos fracos, divididos e bloqueados por velhos clichês... Falamos de tolerância e de respeito mútuo, mas continuamos a apontar com o dedo e a formular as mesmas acusações dos últimos anos, ou mesmo das últimas décadas", declarou.

Note-se que se a Suíça decidiu participar da conferência, a ministra das Relações Exteriores, Micheline Calmy-Rey não participa dos debates. A Suíça é representada por seu embaixador na ONU, Dante Martinelli.

Tensões israelo-suíças

Por outro lado, Israel reagiu duramente segundaa-feira ao encontro de domingo, em Genebra, entre o presidente suíço Hans-Rudolf Merz e o presidente iraniano.

O primeiro-ministro israelense Benjamin Nétanyahou e o ministro das Relações Exteriores Avigdor Lieberman decidiram chamar a Jerusalém, para consultas, o embaixador israelense em Berna. Ao mesmo tempo a encarregada de negócios da embaixada suíça em Tel-Aviv foi convocada para uma reunião urgente. As autoridades israelenses queriam comunicar seu descontentamento.

Hans-Rudolf Merz reagiu dizendo que compreendia as críticas, mas que elas eram injustificadas. A Suíça considera necessário seu papel de diálogo, explicou o presidente da Suíça às emissoras de rádio. Existe no Oriente Médio um potencial de conflito de grande amplitude, precisou Merz.

Para o deputado Gerri Müller, presidente da Comissão de Política Estrangeira da Câmara, o encontro entre Hans-Rudolf Merz e o presidente iraniano foi apropriado porque a Suíça representa os interesses dos Estados Unidos no Irã, lembrou.

Recentemente observados um início de reaproximação entre os Estados Unidos e o Irã, sinal que o diálogo continua necessário, concluiu o deputado.

swissinfo com agências


Não adulem o Irã

A Al Qaeda realmente não quer que os Estados Unidos e Irã tenham relações mais amistosas. Em um vídeo postado hoje em sites de militantes, o deputado Ayman al-Zawahiri do grupo terrorista, mandou uma mensagem para a administração de Obama: "Quanto mais vocês cooperarem com o Irã, mais ódio gerarão entre os muçulmanos".

As relações U.S.-Irã estão em um delicado novo estágio. Teerã acaba de sentenciar a jornalista americana Roxana Saberi a oito anos de prisão por espionagem. O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad está pressionando o judiciário para reconsiderar o caso. Isto leva a pensar em um retórico esfriamento dos ânimos. O President Obama -- e seus comandantes militares -- sugeriram que os Estados Unidos e Irã poderão encontrar um novo campo em comum, particularmente no Afeganistão.

Conferência da Onu sobre racismo com ausentes

A conferência das Nações Unidas sobre o racismo arranca esta segunda-feira em Genebra sob um clima de incerteza e boicote.

A presença do presidente iraniano Mahmoud Ahmadinejad motivou a ausência de um grupo de países ocidentais que inclui os Estados Unidos a Austrália e a Holanda.

A Alemanha anunciou este domingo que não se faria representar e o Canadá e Israel há meses que diziam que não estariam presentes.

A presença do chefe de Estado iraniano, que por diversas vezes negou o Holocausto e defendeu a destruição de Israel, é inadmissível para alguns: “Acho que é extremamente lamentável que este representante do regime Ayatollah seja tratado como se ele de facto se preocupasse com os direitos humanos. O facto de ele se ir dirigir à conferência é, em si mesmo, uma paródia muito triste do que esta conferência devia ser”, afirmou Yigal Palmor, porta-voz do ministério dos Negócios Estrangeiros israelita.

As divergências resultantes da última conferência do género, promovida pela ONU em Durban há oito anos, continuam bem presentes. As Nações Unidas tentam desvalorizar. “Há pelo menos outros 185 Estados membros das Nações Unidas que, tanto quanto sabemos, ainda estão nesta conferência. O racismo é um problema que afecta todos os países, em toda a parte, milhões de pessoas, muitos grupos diferentes. É uma pena que uma ou duas questões tenham dominado completamente a agenda, pelo menos da perspectiva de certos países” declarou Rupert Colville, responsável da ONU.

O anti-semitismo e o tratamento dos palestinianos por parte de Israel continua a dividir os membros da ONU. Os israelitas e respectivos aliados abandonaram a conferência de 2001 depois de os Estados Árabes terem proposto definir sionismo como racismo.

euronews

domingo, 19 de abril de 2009

Relógios de comunistas


Vladimir Putin - Patek Philippe


Ernesto "Che" Guevara - Rolex Submariner


Fidel Castro - Rolex

fonte aqui



O Monstro


Infância e juventude

Fidel Castro Ruz nasceu em 1926 em Birán, perto de Mayarí, no sul da ilha, dado que deu origem a um dos seus muitos apelidos: o monstro de Birán. Durante sua infância e adolescência foi filho bastardo. Seu pai era um imigrante espanhol que teve sucesso com o açúcar, sua mãe era a cozinheira da casa e como seu pai estava casado, só se casaram quando ele se divorciou. Nesta ocasião Fidel tinha 15 anos e só pode receber o sobrenome Castro quando fez 17 anos. Foi educado pelos jesuítas, dos quais recebeu prêmios atléticos e se destacou por sua memória, o que lhe permitiu entre outras façanhas saber de cor os discursos de José Antonio Primo de Rivera, um dos seus primeiros ídolos políticos.

Em 1945 foi estudar Direito na Universidade de Havana. Não costumava freqüentar as aulas, só pegando nos livros na véspera dos exames. Entre um exame e outro se dedicava à política, que na época se manifestava através de patotas de estudantes que muitas vezes acabavam criando conflitos e violência. Destacou-se nesses grupos e acabou sendo acusado, ainda que não puderam provar nada, de participação no assassinato de outro estudante, Manolo Castro.

Apenas um mês depois deste assassinato, ocorreu sua estréia na insurreição armada. Foi organizada uma Conferência Pan-americana em Bogotá, sob os auspícios do general Marshall, aquele do plano. Perón, o caudilho argentino, decidiu se meter pagando viagem e estadia para estudantes revoltosos de vários países. É claro que Castro não poderia faltar. Durante sua estadia o candidato presidencial Gaitán foi assassinado, o que marcou o início de uma revolta que ficou conhecida como "Bogotazo", na qual Castro participou ativamente. 3.000 pessoas morreram nos distúrbios, enquanto Fidel saia dali via embaixada cubana.

Meses depois, se casou com Mirta Díaz Balart, irmã de seu amigo de faculdade Rafael, com quem teria um filho, Fidelito. Em 1949, assassinaram seu companheiro Justo Fuentes, certamente como vingança pela morte de Manolo, na saída de um programa de rádio diário que fazia com Fidel. Justamente neste dia, o tirano não foi trabalhar na rádio. Finalmente se formou em 1950. Segundo suas próprias palavras, entre suas escassas leituras da época destaca a do “O Capital”, livro que ele não passou d página 370, o que demonstra o que foi dito por Reagan, "comunista é quem leu Marx e anticomunista quem o entendeu".

Assalto ao quartel de Moncada

Em 1953, Castro tinha um pequeno grupo de seguidores dentre os quais já se encontrava seu irmão Raúl, quase todos provenientes do Partido Ortodoxo, e que planejavam derrubar a ditadura imposta por Batista um ano antes. Porém eram poucos, fato que os levou a executar um plano muito arriscado: atacar um quartel para roubar seu arsenal e conseguir formar um grupo suficientemente numeroso de contrários a Batista. 134 homens, fantasiados como militares, assaltaram Moncada no dia 26 de julho; a noite anterior tinha sido de carnaval e esperavam que as 5:30 da manhã uma grande parte dos mil soldados que se albergavam no quartel não estivessem em condições de lutar. Porém, foram descobertos e tiveram de fugir. Muitos poucos morreram no ataque propriamente dito, mas os militares se enfureceram e conseguiram capturar a maioria dos assaltantes e fuzilaram cerca de 70.

Os Castro tiveram mais sorte e foram julgados e condenados . Fidel há 15 anos, e Rául há 13 . Não ficaram no cárcere mais de dois anos, foram indultados por Batista. No foi um duro castigo para o futuro ditador. Dispunha de muito espaço, centenas de livros, geladeira e boa comida. O diretor da prisão inclusive o convidou para comer em sua casa fora dos muros da prisão, várias vezes. Castro por sua vez, demonstrando que foi bem nascido, mandou fuzilar o diretor, quando teve a oportunidade.

Poucas semanas após sair da prisão, Fidel foi para o México com o intuito de formar e treinar um grupo de guerrilheiros que lhe permitisse derrotar Batista, tal grupo ficou conhecido como “Movimento 26 de Julho”. Mesmo que outros tenham morrido, Fidel pagou um preço bem barato por sua tentativa de golpe de estado, sendo assim, por que não tentar novamente ? Enquanto sua esposa pedia o divórcio, ele se dedicou a recrutar voluntários, e teve a sorte de poder contar com Alberto Bayo, a quem a guerra civil espanhola tinha transformado em um militar experimentado. Ali também conheceu Che. Em novembro de 1956, 82 pessoas viajaram no iate Granma.

Uma revolução filha do New York Times

O desembarque não poderia ser mais desastroso. Na realidade nem chegaram a desembarcar e muito menos onde tinham planejado; o barco foi afundado e tiveram de sair correndo com o rabo entre as pernas de uma fragata da marinha, perdendo boa parte do material durante a fuga. Depois das primeiras escaramuças com o exército, sobreviveram com Castro cerca de uma dezena de companheiros. Sem dúvida, a coisa começou mal, porém sua sobrevivência permitiu recrutar novos voluntários e realizar pequenos ataques em sua nova base em Sierra Maestra, possivelmente o único lugar da ilha que poderia esconder os guerrilheiros. Então Fidel teve a melhor idéia de sua vida: mesmo com poucos homens, enviou um em uma missão especial, a de trazer um correspondente estrangeiro.

Pouco tempo depois chegou ao acampamento o correspondente do New York Times, Herbert Matthews, que escrevendo sobre Fidel e sua guerrilha transformou-os em grandes heróis. Deste modo Fidel ficou conhecido por todo o mundo, especialmente nos Estados Unidos, onde se tornou muito popular e animou outros grupos de oposição a se unirem na luta, ainda que não fosse em Sierra Maestra. A velha dama cinzenta, então como agora, acabou trabalhando em favor do bando inimigo de seu país. Naquele tempo Herbert Matthews tinha a desculpa de não saber que tipo de monstro Castro terminaria sendo, os jornalistas de hoje que tanto fazem pelo islamismo não podem dizer o mesmo.

O regime e Batista perdia apoio a passos gigantescos entre os habitantes das cidades cubanas, inclusive um grupo formado mais por gângsteres do que outra coisa, chegou a assaltar sua casa, com pouco êxito. Foi esta perda de apoio que levou ao fracasso a “Operação Verão” que em 1958 tentou liquidar Castro e seus homens: 10.000 homens contra 321, que foi o que Fidel conseguiu recrutar em um ano e meio. O fracasso colocou o futuro ditador nas portas de Havana e permitiu que os propagandistas aumentassem o mito. Depois dos meses em que estiveram a ponto de serem derrotados, a situação se inverteu. Os 10.000 homens eram em sua maioria recrutas novatos sem instrução e alistados à força. As deserções foram abundantes deste o início e debandavam em qualquer revés em seu avanço. Daí em diante tudo se transformou em marcha triunfal, pois os soldados de Batista não tinham o menor interesse em defender o ditador e em muitos casos se uniam ao grupo de Castro em vez de combatê-lo. No dia 1 de janeiro, Fidel Castro se tornou o novo ditador, embora ainda na sombra. Tinha trinta e dois anos.

A ditadura comunista

Há muita discussão sobre se Castro era ou não era comunista quando chegou ao poder. Chegou em Havana prometendo restaurar a constituição democrática de 1940, porém ao mesmo tempo assegurava que se reservaria o direito de nomear os integrantes dos três poderes do Estado, alegando que deveriam ser independentes, durante o período de 18 meses até a convocação de eleições gerais. Como todo bom radical que se preze, também havia prometido uma reforma agrária que repartiria a terra entre os camponeses. Muitos, talvez a maioria, dos que combateram com ele ou mesmo tempo que ele, não eram comunistas.

Os mais preocupados em desculpar o monstro jogaram a culpa nos Estados Unidos dizendo que ele não tinha outra saída a não ser se entregar nos braços da União Soviética. Na verdade, Castro era tão vermelho como Guevara quando subiu ao poder, se já não o era em Moncada. A hipótese mais provável é que ele simplesmente queria ficar dirigindo os destinos de Cuba, sem que ninguém fizesse com ele o que tinha feito a Batista. E para conseguir um poder absoluto, nada melhor que o comunismo, sem dúvida alguma. Com a adoção do sistema comunista de controle da população, transformando toda a população em informantes e uma complexa estrutura para comprovar a veracidade da informação, conseguiu um completo êxito.

Os cubanos têm esperado todo este tempo para que aconteça o “fato biológico”, ou seja: que o monstro morra. Pode ser desagradável desejar a morte de um ser humano, porém quando um tirano faz de fato impossível à liberdade de um povo sem passar por cima de sua tumba, os que amam a liberdade não podem senão desejar que Fidel deixe este mundo o quanto antes. Não por ele, mas para a liberdade de seus escravos.

sábado, 18 de abril de 2009

Distribuindo a pobreza

O homem foi criado à imagem e semelhança de Deus e não do Estado. Porém, lamentavelmente, fomos obrigados a acreditar que a ação do indivíduo pode ser superada através do Estado, o qual não é mais do que outra forma de paganismo ou idolatria que cada dia nos custa mais caro. A responsabilidade pessoal que temos não é plenamente delegável ao Estado. Existem coisas que o Estado pode fazer e outra que não pode, como repartir riqueza, ao ponto tal que quando tenta fazê-lo acaba distribuindo pobreza.

O povo temia tanto o rei que os Estados Unidos foram povoados por homens que fugiram da perseguição estatal. Será que perdemos esse medo ? Por acaso os mesmos mecanismos que conduziram ao excesso de poder e ao abuso da autoridade do rei deixaram de existir ? Não estamos vendo com sistemática regularidade os excessos que cometem nossos desgovernos ?

Já faz bastante tempo que o homem sabe que quando se dá poder excessivos aos politiqueiros, surgem os demagogos. Os governos devem ser vigiados, pela mesma razão que devemos vigiar o poder que está contido em uma usina nuclear, pois quando a radiação do poder excessivo do governo escapa da contenção, esta radiação se torna mortal.

A liberdade é uma qualidade do indivíduo e não do coletivo, pois se uma pessoa não é livre muito menos pode ser a somatória de todas as pessoas. No passado ocorreu que muitos escravos perdiam o desejo de serem livres, alegando preferir sua submissa situação, porém hoje, sem ter a consciência disto, continuamos escravizados; escravizados por um ordenamento de leis e instituições cuja finalidade não está orientada à criação de homens livres e produtivos, mas sim para a criação de massas servis viciadas ao pão e ao circo.

O grave problema desta realidade é que o dia do acerto de contas está chegando e se continuarmos pelo mesmo caminho, os custos que pagaremos para viver continuarão subindo até se tornarem insuportaveis.

Existem mecanismos para a redução de custos cada vez maiores. Não é um problema economicamente insolúvel mas sim politicamente insuperáveis, já que os politiqueiros não parecem dispostos a ceder em suas sórdidas manobra, nem a comunidade quer soltas as tetas do clientelismo, que é a única forma de governo que aceitam. Diante de tudo isto, as saídas que ocorrem e que são oferecidas pelos governantes são coisas como aumento dos salários, postos de trabalho nos governos, bolsas de todos os tipos e para todos fins, sistemas de cotas para esconder as deficiências na distribuição da pobreza. Porém tudo isto equivale a receitar muito açúcar a um diabético.

sexta-feira, 17 de abril de 2009

VEJA SE QUERO GANHAR ESTA MERDA



ESTÃO PREMIANDO ATÉ BLOGS CHAPA-BRANCA DE CUBA. LOGO ATÉ O FIDEL GANHARÁ UMA BOSTA DESTA, ALIÁS O BLOG ESTÁ CHEIO DOS DISCURSOS DELE

OLHE AQUI

Ele foi premiado por um blog argentino que vale a pena ser visitado pelos que gostam de prêmios, tenho certeza de que alguns blogueiros morrerão de inveja

quinta-feira, 16 de abril de 2009

FMI: a recuperação será lenta e débil

Em estudo divulgado hoje pela manhã o FMI jogou um jarro de água fria sobre aqueles que viam luz no final do túnel. Prognostica que a recuperação econômica da crise atual será mais débil que nas recessões anteriores e que a fuga de capitais dos países emergentes pode ser "prolongada".

Normalmente as recessões duram um ano e dão lugar a um robusto florescimento de pelo menos cinco anos, mas segundo o estudo divulgado não é o que acontecerá. A situação agora é "rara" porque combina uma desaceleração econômica a nível mundial, em lugar de esta restrita a certos países, o que acarretará uma recessão "excepcionalmente larga e profunda".

Nós pagamos, você luta

Galrahn, um conhecido almirante americano, já aposentado, mas que costuma representar muito bem o pensamento dos militares americanos apresenta em seu blog Information Dissemination, uma solução interessante para o problema da pirataria na Somália: nós pagamos, você luta.

Um dos maiores problemas da Somália é a completa falta se segurança marítima. A solução proposta por Galrahn é ajudar a Somália construir os rudimentos de uma frota guarda costa. O preço segundo ele, seriam meros $130 milhões de dólares por ano. Como chegou nos números ? Simples: 2000 homens ganhando 10 dólares por dia, mais 400 homens como oficiais que receberiam 20 dólares por dia. Este grupo de homens custaria um total de 10,2 milhões anualmente. Muito pouco comparado com o valor dos resgates e dos custos dos seguros.
Galrahn também propões armar a Somália com 30 M-80 “stealth ships” que custam 15 milhões cada um. Ou seja, custaria $130,2 milhões anualmente para equipar e treinar uma frota com 30 naves guarda costas com 2.400 oficiais e homens.
Em essência, Galrahn está tomando como inspiração uma página do programa militar americano usado para cooptar os rebeldes da facção Suni no Iraque. Se os homens da guarda costa da Somália forem pagos decentemente, a economia da pirataria vai começar a ficar menos atrativa.

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Fotos dos protestos de hoje

Em meu último post comentei do que estavam programando para hoje nos Estados Unidos, como protesto contra o aumento de impostos que estão sofrendo os americanos. Os brasileiros que se cuidem, nossos governantes são macacos e loucos em copiar os de louros de olhos azuis. Conforme a quantidade de banana que comerem e quanto tomarem da tal água....







fotos: noticias24

Imposto e mais imposto, imposto não é proposto


Os apuros orçamentários vão acontecendo um atrás do outro nas administrações estatais e locais nos EEUU. A queda nas arrecadações fiscais, unida ao excessivo gasto público colocou os governadores e prefeitos em uma situação complicada. O gigantesco plano de estímulo de Obama não está sendo diretamente destinado para tapar os buracos orçamentários das administrações locais.

Uma situação que levou diversos estados a aumentar a arrecadação de impostos aplicando uma espécie de engenharia fiscal que surpreende e assusta. Por exemplo, segundo publica o jornal The New York Times, em Winter Heaven (Flórida), começaram a cobrar impostos de motoristas que tiverem algum acidente. Tal iniciativa começou no verão passado e foi adotada por uma dezena de cidades do país.

Pagar impostos por ter um acidente

O jornal descreve o caso de Shirley Kimel, gerente de uma loja de móveis que teve um pequeno acidente com seu carro. Foi surpreendente, disse Shirley, a velocidade do atendimento dos policiais e bombeiros, no atendimento.
Porém sua surpresa foi quando uma semana depois, recebeu uma carta comunicando que ela tinha recebido uma multa de 316 dólares para cobrir os custos do acidente. Custo de limpeza da via pública assim como o serviço dos bombeiros e policiais.
Esta medida trata de transferir para os motoristas os gastos gerados com um acidente e a limpeza do mesmo. A administração confia que o implicado, ou pelo menos sua seguradora termine pagando. Com a economia em recessão e os orçamentos estrangulados, os governadores e prefeitos estão começando a por em marcha a criatividade fiscal para aumentar a arrecadação. Isto se traduz na invenção direta de taxas e novos impostos.

150 novos impostos em Ohio

Outro exemplo é o caso de Ohio, cujo governador propôs um orçamento com 150 aumentos de impostos e novas taxas. Dentre as novidades se encontra a multiplicação por 5 no custo para renovar a licença de propriedade de cabeças de gado. Também subiram de forma indiscriminada as taxas para registro de veículos, e a dos certificados de nascimento. Os grandes proprietários, vendedores de cigarros e hospitais também foram penalizados com novos e custosos impostos.

Arrecadação no matadouro

Não é título de novo filme de terror filmado em Hollywood. Trata-se do novo imposto proposto pelo governador do Wisconsin, James E. Doyle. Sua intenção é aplicar uma taxa nos matadouros, sobre cada um dos animais sacrificados.

Em Washington se pagará para sair na rua

Um dos mais surpreendente é o proposto pelo prefeito de Washington, Adrian M. Fenty, que quer cobrar 4,25 dólares por mês dos usuários da via pública. O imposto se chamará "streetlight user fee", que traduzindo significa “imposto sobre o uso da luz na rua”. A intenção é de cobrir os gastos com o funcionamento e manutenção da iluminação pública da cidade.

Impostos para fazer exames de HIV no Arizona

Em Pima, no Arizona, a Junta de Supervisores propôs um aumento de impostos. Dentre eles, se inclui o aumento das taxas aplicadas nos exames para detecção do HIV.

Não aos motores esperando em Nova York

A cidade dos arranha céus também apostou na criatividade tributária. Agora chegou a hora dos motoristas pagarem o pato. Segundo uma recente norma, todos os motoristas que estacionarem perto de uma escola e deixarem o motor ligado durante mais de um minuto, serão multados em 100 dólares.

Nova York parece que está querendo ser a cidade dos EEUU com impostos mais altos. Uma corrida em que compete não apenas com Ohio, Washington, Arizona ou Wisconsin, já que estas iniciativas também estão florescendo no Oregon , Illinois ou Nova Jersey, como assinala The Wall Street Journal.

O caso de Nova York é gritante. Sua condição de capital mundial dos negócios garantiu importantes benefícios em impostos sobre as rendas investidas ao longo dos anos. A crise econômica, com bilhões de dólares em perdas, foi acompanhada de um êxodo de 2 milhões de nova-iorquinos que abandonaram a cidade em busca de paisagens mais verdes.
Apenas desde agosto, esta cidade perdeu mais de 75.000 empregos e contempla as piores perspectivas econômicas dos 50 estados, incluindo Michigan. E observem que isto dói notado antes que fossem aprovados 4 bilhões em novos impostos. O governados do estado de Nova York, Sheldon Silver, considera que isto não é uma “catástrofe”, porque “já tínhamos feito antes”.

Tea Parties no “Dia dos impostos”

Como não poderia ser de outra maneira, estas medidas estão gerando um grande descontentamento entre os contribuintes americanos. Hoje dia 15 de abril, como desde 1955, é o “Dia dos impostos” nos EEUU. Este é o último dia para que os impostos sejam pagos sem multas.
Aproveitando esta data tão “singela”, toda essa gente descontente com o plano para impulsionar a economia e com a atual política fiscal, anunciaram mobilizações e protestos por todo o país. Convocadas através da Internet, os organizadores a chamaram “Tea Parties”, ou “reuniões do chá”. Um nome que é proveniente da "Boston Tea Party" de 1773, que foi feita pelos americanos descontentes com a política fiscal da Grã Bretanha e que é recordada como algo importante no início da luta em busca da independência.

Estes grupos temem que as administrações estaduais e municipais gastaram até o último centavo dos pacotes de ajuda do Plano do Obama em novas medidas, não resolvendo os problemas orçamentários, sendo agora obrigadas a subir indiscriminadamente os impostos.

Levantamento dos eleitores na Califórnia

Segundo a Reuters, na Califórnia, um dos estados mais castigados pela recessão e alta dos impostos, várias associações de consumidores estão proclamando que é o momento dos eleitores se levantarem, como assim já fizeram nos anos 70.

Segundo Jon Coupal, presidente da Associação de Contribuintes Howard Jarvis, “Há um montão de ira latente por aqui”. Milhares de pessoas se reuniram em um estacionamento do Condado de Orange no sul da Califórnia, em um recente sábado pela manhã para realizar um protesto antiimpostos. Os organizadores da mesma reconheceram terem ficado impressionados com a acolhida, já que esperavam apenas algumas dezenas de participantes. Mais tarde se converteu no início de uma série de manifestações públicas que surgiram por todo o estado.

Europa do leste enfrenta uma crise pior que a da Ásia nos anos 90


Os países do leste europeu enfrentam uma crise econômica que poderá inclusive superar a enfrentada pelas economias emergentes da Ásia nos anos 90, segundo adverte Bodgan C. Enache, em uma análise publicada pelo Ludwig Von Mises Institute.

O problema é que estas economias concentram o crédito subprime da UE, com isto seu colapso ameaça ser avassalador para o centro da UE, devido à elevada exposição creditícia que mantêm com os grandes bancos da Europa ocidental.

Assim, “os bancos que proporcionaram boa parte do crédito no período de auge, já abalados pela crise de liquidez após os ocorridos nos EEUU e em seus próprios países, enfrentam agora a perspectiva de grandes perdas pelos empréstimos concedidos à metade deste continente”, alerta Enache.

Como conseqüência, “nove dos bancos ocidentais mais expostos à região, liderados pelo grupo austríaco Raiffeisen, já pediram `Comissão Européia (CE) e ao Banco Central Europeu (BCE) que acudam ao resgate" destas economias com o fim de evitar as “repercussões que a falta de pagamento dos empréstimos na região teriam na saúde financeira das economias da Europa Ocidental. As economias mais expostas ao colapso da Europa do Leste são Áustria, França, Itália, Bélgica, Alemanha e Suécia”.

Expansão do crédito

Foi a expansão creditícia que propiciou durante os últimos anos a política monetária aplicada pela Reserva Federal dos EEUU (Fed), o BCE e outros bancos centrais e acabou criando grandes excessos. “Na Romênia, por exemplo, os bancos anunciavam que simplesmente bastava ter um documento nacional de identidade para se conseguir um empréstimo”. Isto funcionoe bem enquanto o crescimento econômico era forte. Porém agora as economias do Leste estão afundando, o desemprego está subindo, e a dívida acumulada nestes anos passados poderá não ser paga.

A festa terminou e chegou o momento de passar a fatura. Neste sentido, é possível que alguns destes países, como por exemplo a Ucrânia, terminem suspendendo os pagamentos, deixando de cumprir seus compromissos com a dívida, indica Enache. Apenas em 2009, as economias da Europa do Leste têm de pagar uma dívida no valor de 400 bilhões de dólares.

Quebra de países

O resgate destes países não é a solução. “Usar o BCE, Fundo Monetário Internacional (FMI) ou o Banco Mundial para absorver as perdas dos bancos insolventes com o propósito de suavizar os desequilíbrios temporais no sistema da balança de pagamentos, é a pior solução que se pode pensar. Com o tempo, a maioria dos desequilíbrios exteriores se resolverá sozinho. De fato, o retrocesso econômico já está encolhendo os déficits em conta corrente da região”.

Segundo Enache, “um completo resgate dos bancos responsáveis por conceder os maus empréstimos só exacerbará um sistema econômico de benefícios privados e perdas sociais”. Um sistema ”incompatível com a economia de livre mercado”.

terça-feira, 14 de abril de 2009

A cúpula dos fascistas


Sendo [o fascismo] antiindividualista, o projeto fascista se expressa através do Estado; e se articula através do indivíduo enquanto este coincide com o Estado... É contra o liberalismo clássico. O liberalismo negava o Estado no interesse do indivíduo; o fascismo o reafirma.

A doutrina do fascismo, 1932
Benito Mussolini

Um dos pilares de qualquer totalitarismo é que “o todo é maior que a soma das partes”. Anula o individualismo e portanto a liberdade de decidir, escolher, empreender, inovar e atuar. O representante do conjunto, da sociedade ou do bem comum, é quem decide, escolhe, empreende e impõe as inovações, delegando-as a seus grupos de confiança, e obriga o cidadão a atuar nessa linha. Se estas agências que executam o grande plano ( queiramos chamar de Qüinqüenal, New Deal, Refundação do Capitalismo...) pertencem a um partido político que proíbe a propriedade privada, tal sistema econômico se denomina comunismo. Se o delega parcialmente a grupos políticos e empresas privadas, se chama fascismo.

A última cúpula do G-20 foi a amostra do ascendente fascismo econômico ou capitalismo de Estado. O grande slogan foi: mais poder e dinheiro para os lobbies pró-governamentais, como o FMI que recebeu um trilhão de dólares e para os políticos. Ademais, apoio incondicional e maior regulamentação do setor financeiro e um aumento de pressão sobre os paraísos fiscais.

Que se peça mais dinheiro para bancos e seguradoras e por sua vez maior regulamentação sobre eles não equivale a dar uma pá de cal e outra de areia, senão que significa em fortalecer o setor a fim de apunhalar este tipo de monopólio. Por que seria que Francisco González, presidente do BBVA, pediu mais regulamentação para os bancos ? Por que todos os bancos em bloco também o pediram ?Por que a bolsa disparou após as resoluções do G-20 ?

Timothy Geithner, secretário do Tesouro americano, baseou seu famoso plano (Public-Private Investment Program) em uma espécie de joint venture entre Estado e as empresas privadas. Obama vai colocar em funcionamento um grande projeto para alimentar as companhias ecológicas, mesmo elas como fato de que elas seriam deficitárias em uma situação de livre mercado. Meio mundo vai segui-lo. O projeto bélico de Obama para consolidar a ocupação do Afeganistão não é humanitário e não tem nada de segurança nacional, responde apenas aos interesses dos grupos de pressão.

A união entre empresas e Estado sempre foi justificada ao cidadão através do uso de valores estranhos ao mercado, ou seja, à razões morais e a um suposto bem estar da comunidade que só o líder é capaz de ver e orquestrar. Tudo para drenar dinheiro do pagador de impostos para alimentar os monopólios financeiros. Não quer sair da crise ? Se for contra tal projeto estará sendo contra a humanidade. Não quer salva o planeta ? Se considerar um roubo que empresas ecológicas vivam de seus impostos em lugar de sua livre decisão de comprar seus produtos ou de investir nelas, é um inconsciente e alienado. As lavagens de cérebro governamentais, também conhecidas como “campanhas de conscientização”, lhe farão ver o quanto tudo isto é necessário, anda que signifique deteriorar a economia real.

O Estado do bem estar é uma oligarquia onde o indivíduo, o homem livre, você, é apenas mais uma engrenagem a mais nas decisões de uns burocratas que visam alimentar e enriquecer uma elite de políticos e empresas. A razão pela qual não se pode negar a eles é, por um lado, que lhe vendem o melhor produto do mundo: seu bem estar absoluto. O paraíso terrestre que, não obstante, nunca chega e cada vez mais modifica nossas vidas. O segundo argumento, mais contundente ainda, é que se nos desviarmos do grande projeto da oligarquia política, omitindo suas ordens, suas proibições econômicas ou sociais, nos converteremos em um inimigo público e seremos perseguidos pelo bem comum que representa o Estado. A cúpula do G-20 demonstrou que o indivíduo é um instrumento do Estado e não o contrário. Nos converteram em escravos para nosso próprio bem.

segunda-feira, 13 de abril de 2009

Governo rico, gente pobre

O maior desafio do século XXI é lutar contra a pobreza. A grande diferença com o século passado é que até então acreditávamos que os governos combatiam ativamente a pobreza e que as instituições multinacionais eram nossos aliados em acabar com a miséria. Hoje, ao contrário, não temos dúvidas de que eles são os piores inimigos neste grande desafio.

A atual crise econômica afeta praticamente todo o mundo. Não importa se ela seja uma marolinha ou um tsunami, todos estamos assustados, é por isto reduzimos gastos, saímos menos para comer em restaurantes, só no Brasil não pensamos duas vezes em trocar de automóvel e estamos adiando aquela viagem de férias. Porém os políticos estão fazendo justamente o contrário: o novo orçamento aprovado pelo Congresso dos Estados Unidos é o maior da história daquele país: 3.600.000.000.000 de dólares. Se esta cifra parece incompreensível é porque na realidade ela o é.

Igualmente incompreensível é que enquanto a economia crescia, o governo se expandia exageradamente, porém quando a economia se contraiu, o governo continuou crescendo mais do que nunca. Isto ocorre mesmo com a queda de arrecadação de impostos sobre salários, lucros, dividendos, consumo de gasolina, passagens aéreas, etc. E apesar desta situação, o governo federal planeja gastar 1,5 trilhões de dólares a mais do que sua receita, duplicando assim a dívida pública. Se nosso vizinho fizesse isto diríamos que ele está louco. O que podemos pensar então dos políticos ?

Mas não devemos acreditar, nem por apenas um instante, que se trata apenas de loucuras de um governo de esquerda. Os neo conservadores estão felizes com o aumento das tropas enviadas ao Afeganistão e do aumento de gasto que isto significa, ao mesmo tempo que promovem o restabelecimento do serviço militar obrigatório. Hoje existem 130 mil soldados americanos no Iraque e o número de militares americanos mortos nas atuais guerras já alcançam 4.247 no Iraque e 667 no Afeganistão. Outra estatística assustadora é que 140 soldados americanos se suicidaram no ano passado e mais 48 soldados nos primeiros três meses deste ano.

Uma triste conseqüência da irresponsabilidade do governo e políticos dos Estados Unidos, e também membros da junta diretiva da Reserva Federal, é a crescente desconfiança do resto do mundo em relação com a estabilidade do dólar. A principal obrigação do banco central é manter o valor da moeda, porém seus diretores parecem preferir ganhar pontos com políticos poderosos, sem levar em conta que continuar imprimindo dinheiro pode parecer um remédio apropriado a curto prazo, mas que a longo prazo resulta letal. A mensagem implícita que os políticos e governantes estão dando para os cidadãos é: melhor que comecem a gastar todo seu dinheiro porque estamos reduzindo o valor dos dólares que vocês pouparam.

domingo, 12 de abril de 2009

Devido à escassez de dólares, estão imprimindo moedas locais nos EEUU

Segundo informa o jornal americano USA Today, estes sistemas de criação de dinheiro funcionam de forma bem simples. Os pequenos empresários e consumidores criam uma rede monetária com sua própria divisa e imprimem as cédulas para serem empregadas pelos pequenos comerciantes locais. As lojas aceitam tais cédulas como dólares e dão um desconto de 5%.

O jornal explica que já existem uma dezena de comunidades que usam suas próprias moedas, sugundo Susan Witt, criadora dos Berkshares no oeste de Massachusetts.

O sistema que utiliza Berkshares funciona da seguinte maneira: um comprador vai até um dos bancos e paga 95 dólares por 100 dólares Berkshares, que podem ser gastos em 370 estabelecimentos da região. Desde seu começo em 2006, o sistema criou uma circulação de 2,3 milhões deste novos dólares.

Três mitos que caem com a crise

Ninguém negará que os efeitos mais visíveis da crise são realmente dramáticos, especialmente para aqueles que a sofrem com mais intensidade. Porém ela tem a vantagem, sob o ponto de vista acadêmico, de separar o joio do trigo e ilustrar quais teorias funcionam ou não. Resta saber se os economistas terão a honradez , ou não, de aceitar os fatos e encontrar a forma de encará-lo, isto se puderem, em suas teorias.

Seja como for, o certo é que a crise está servindo para derrubar três importantes mitos.

1. As quebras bancárias são impossíveis quando não existe o padrão ouro

Uma das razões mais importantes pela qual se abandonou o padrão ouro clássico era que este atava as mãos dos bancos centrais e lhes impedia evitar quebras generalizadas como as que ocorreram durante a Grande Depressão. Pensava-se que, como o dinheiro fiduciário, os bancos centrais sempre poderiam adiar as quebras mediante expansões do crédito que, por sua magnitude eram inviáveis com o padrão ouro.

Mesmo admitindo as supostas propriedades salvadoras das expansões monetárias antiquebra, o certo é que o sistema bancário mundial entrou em bancarrota. Só não estamos assistindo uma corrida de credores em grande escala para tentar resgatar seu dinheiro nos balcões bancários é porque os Estados recapitalizaram os bancos, algo que dito de passagem, também poderiam fazer com o padrão ouro.

Quem pensa que um sistema bancário insolvente pode se manter se flutuando com a ação coordenada dos bancos centrais, confunde os processos de quebra com a suspensão de pagamentos. Quando o valor do ativo cai para baixo do valor do passivo, pouco importa que este tenha linha de créditos abundantes, como as que proporciona um banco central: a entidade em questão está morta.

Terão de procurar uma desculpa melhor contra o padrão ouro.

2. A crise é fruto da desregulamentação

Hoje, assim como em 1929, se pensa que as bolhas que acabam se instalando são conseqüência direta ou indireta da falta de regulamentação do sistema financeiro e portanto de prega a regulamentação massiva. A idéia é simples: se deixarem as indivíduos a atuar livremente, eles assumirão riscos extraordinários que serão pagos por todos; por conseguinte demos regulamentar-lhes e deixá-los sob uma supervisão que impeça que adotem uma política de riscos extraordinários.

Mas surge um problema: se a crise de 29 deu lugar à regulamentação, que sentido tem deduzir que esta nova crise se deve à desregulamentação ? Basicamente, os encarregados de supervisionar o sistema financeiro, como por exemplo, o atual secretário do Tesouro dos Estados Unidos, querem se eximir de qualquer responsabilidade por negligência, e por isso dizem que a crise foi gerida em certas áreas da economia que escaparam da regulamentação pós Grande Depressão. Portanto, basta estender a regulamentação às novas realidades e o problema será resolvido. A desregulamentação só é um problema na medida em que permite explorar com impunidade as estratégias financeiras que deram lugar à crise; claro que estas estratégias continuarão sendo exploráveis com a montanha de regulamentações que agora estão propondo.

3. Tudo está justificado para lutar contra a deflação

Quase todos os líderes consideram que o grande problema que o Ocidente enfrente é a deflação, quer dizer, uma forte contração do crédito e da maioria dos preços, especialmente dos ativos. Por este motivo sustentam que qualquer coisa deve ser feita para evitá-la, inclusive o uso de ferramentas que em tempos normais seriam consideradas aberrações.

O caráter grotesco desta idéia pode ser ilustrado, por exemplo , com a proposta de Milton Friedman que queria que a Reserva Federal lhe desse a máquina de imprimir dinheiro para que ele pudesse jogá-lo de helicópteros e evitar assim que os preços deixassem de cair.

A experiência islandesa e das economias do leste europeu nos demonstram que a deflação só é o maior problema enquanto não coloque em risco o crédito do Estado. Nestes países, a quebra de fato do Estado derrubou o valor da divisa local, em alguns casos em até 40%, fazendo com que alguns deles deixassem de importar bens. Obviamente, o problema deixou de ser a deflação e passou a ser uma hiperinflação incipiente, como reflete a evolução dos preços na Islândia. Que isto não seja também o caso dos Estados Unidos ou Europa se deve ao fato de que os políticos americanos e europeus não terem ficado ainda suficientemente ambicioso, leia-se suicidas. Mas com o tempo...

Definitivamente alguns economistas continuam sem entender que a origem da crise se encontra em uma estratégia financeira instável ( endividar-se a curto prazo para investir a longo prazo) que foi incentivada pelos bancos centrais e privilégio que o estado concedeu aos bancos. Não é pois culpa do padrão ouro, nem da desregulamentação, nem de passividade dos Governos ante a deflação.

A solução para as criser deve passar em não incorrer em barbaridades já cometidas em tempos anteriores, senão em por fim aos privilégios do sistema bancário e no rebaixamento enérgico do peso do Estado. Porém é claro, para muitos vale mais a pena construir mitos do que renunciar a suas rendas.

sexta-feira, 10 de abril de 2009

O castrismo, crônica de uma tirania infame


O castrismo, um regime de um só homem

Do pouco mais de cem anos que tem Cuba como república independente, quase a metade ela passou sob a ditadura férrea de um só homem. Diferente de outros regimes comunistas, o componente pessoal do cubano tem sido primordial,. Nem a União Soviética, nem nenhuma das antigas repúblicas populares do leste da Europa dependeram tanto de uma liderança pessoal e intransferível com a de Fidel.

Um binômio perfeito. O comunismo cubano é inseparável de Fidel Castro e Fidel Castro é inseparável do comunismo cubano. É por isto que mais do que república popular cubana, se tenha falado sempre de castrismo. Um sistema político com umas características próprias, baseado em teses marxistas e levado na prática por um homem sem escrúpulos, viciado pelo poder e implacável com seus inimigos.

Este é um dos motivos pelo qual o socialismo à cubana só foi arraigado com força na ilha. Nenhuma das muitas tentativas de implantá-lo em outros países funcionou, ainda que as autoridades cubanas não tenham economizado esforços para propagar sua revolução pelo mundo. O modo pelo qual o castrismo foi construindo-se e lançando raízes em Cuba é um fenômeno único e portanto nunca mais repetível. Com Castro morre um modo de conservar o poder, um modo de levar um país à ruína, um modo de instalar-se no aparato do Estado até dominá-lo.
De Moncada a Sierra Maestra

Como nasceu o castrismo? Quando foi fundado? Nisto, como em tudo o que rodeia a controvertida revolução cubana, existem várias opiniões. Para alguns o castrismo tem seu início com a entrada dos barbudos em Havana em 1 janeiro de 1959, para outros, um pouco mais tarde, com a frustrada invasão da ilha pelos exilados em 1961. Para os mais favoráveis à causa, o castrismo nasceu em 26 de julho de 1953. Nem um dia antes nem depois, com o assalto dos quartéis de Moncada e Báyamo. Ambos fracassaram e o governo de Fulgencio Batista deteve os instigadores, inclusive Fidel Castro. Uns passaram pelo patíbulo, outros mais afortunados como o próprio Castro, foram presos esperando julgamento.

O 26 de julho é a data mais importante do castrismo, o 26 é o número mais repetido na recente história de Cuba. Assim se chamou o movimento que tomou Havana em 1959 e a onipresente propaganda do regime insiste, nas cidades, aldeias e estradas que “siempre es 26”.

Batista era um ditador no mais puro estilo latino americano com todas suas corrupções e desordens incorporadas. Chegou ao poder através de um golpe de Estado que derrubou Carlos Prío Socarrás. Instaurou um governo autoritário e se dedicou a roubar tudo o que podia com a inestimável ajuda de sua camarilha.

O presídio para o jovem advogado rebelde durou 22 meses. Durante o julgamento a que foi submetido fez valer sua condição de letrado e ensaiou ante o tribunal uma peça gloriosa que posteriormente o castrismo transformou em fetiche, se chamava “A história me absolverá”. Em maio de 1955 Castro foi encarcerado. Os anos de prisão são exaltados pelos comunistas, mas quando se olha nas fotos Fidel saindo da Ilha de Pinos vestido de punta en blanco (ou lique lique , traje de gala típico do caribe) e lendo as cartas que o próprio Castro escrevia, mais parece que foram férias.

Comunicaram minha cela com outra sala quatro vezes maior e um pátio grande, aberto das 7 da manhã até as 9 da noite. Não temos recontagem nem formações durante o dia, Nos levantamos em qualquer hora, (temos) água abundante, comida e roupa limpa. Não sei, porém, quanto tempo mais vamos estar neste paraíso”.

Depois de ser libertado fez a malas e seguiu para o México, ao México do PRI. Sua obsessão era conquistar o poder em Cuba de qualquer modo, e na América espanhola qualquer modo significava pela força. Treinou um bando de guerrilheiros e seguiu para Cuba no Granma, um iate de passeio que havia pertencido a um americano. Granma, quer dizer “Grand Mother” ou “Avó” . Quase não conseguiram chegar e quando puseram o pé na terra foram atacados pelo exército de Batista, mas infelizmente não com muito afinco, porque Castro, Ernesto Guevara e Camilo Cienfuegos, sobreviveram.

Os poucos que sobraram se reagruparam e, com o que salvaram do combate se refugiaram na Sierra Maestra, a região mais pobre e abandonada de Cuba. A estratégia utilizada era simples.

1.- Atacar todos os pequenos quartéis do exército e desaparecer.
2.- Atacar todas as unidades militares que entrassem na serra.
3.- Fugir em debandada quando os militares estivessem em maior número ou se encontrassem em terreno propício.

Castro não inventou nada. Está era e é uma técnica muito conhecida por assaltantes de todo o mundo e de todos os tempos.

Então se produziu o milagre. Os camponeses arruinados da região começaram a dar ajuda aos revoltosos. Um porco aqui, um pouco de milho ali, o filho do fulano que se alistava de forma voluntária, o primo do cicrano que trazia provisões. Aquilo marcou o ponto de mudança. Batista não era bem quisto por ninguém e tampouco era considerado simpático pelos americanos, que não retiraram o apoio logístico e vetaram a venda de armas para seu Governo.

Os barbudos de Castro, por sua vez, possuíam um atrativo arrebatador. Eram jovens, valentes e idealistas. Os jornalistas de meio mundo ficaram do lado deles e fizeram verdadeira campanha. Desta forma o bom nome de Castro foi feito no estrangeiro, a heróica guerrilha tomou embalo de morro abaixo. Depois de muitas escaramuças e de desconforto vivendo no morro, o exército revolucionário (assim chamado por seus líderes) chegou em Havana e lá se fixou. Foi o êxtase. Batista fugiu precipitadamente carregando a parte dos despojos que deu tempo para salvar.

Socialismo ou morte

Dizem que Fidel Castro nunca tinha sido comunista, acho que sempre foi mas ele nunca havia confessado. Os historiadores e jornalistas deduzem que Castro se transformou em comunista quando chegou ao poder. Um caso único e isolado, acreditar que o castrismo veio ao mundo sem ideologia formal, acreditaram nos jovens exaltados cujo programa era mais em devolver a democracia para Cuba do que implantar outra ditadura.

É necessário dizer que primeiro o programa nunca foi cumprido. Segundo, Fidel Castro chegou ao poder, colocou o traseiro na poltrona e se convenceu que só sairia com os pés juntos, como todos os ditadores latinos americanos que o mundo já teve. Apenas com uma pequena diferença, os outros autocratas querem o poder pelo poder ou roubar através do poder. Castro porém passados alguns meses após sua coroação laica nas ruas de Havana, concebeu um programa de transformação social. Depois dele, Cuba não reconhecerá nem os próprios cubanos e isto ele já conseguiu. A Cuba de 2009 não é nem um pálido reflexo do que foi na década de 50, em todos os sentidos.

Mesclando sua tendência autoritária com o fato de que o mundo andava dividido em dois blocos antagônicos, Castro encontrou a forma perfeita de se perpetuar no cargo. Se ficasse alinhado contra um deles com o oposto conseguiria o poder garantido por toda a vida. Moscou não permitiria que seu peão caribenho fosse derrubado, e o mimariam para que a ilha fosse transformada em uma plataforma para que o comunismo se estendesse até o quintal do inimigo americano.

O balbuciante castrismo deu assim seu giro definitivo. Em 1960 as relações com os Estados Unidos se deterioraram consideravelmente. O governo revolucionário ordenou a expropriação de empresas e propriedades americanas em Cuba, ao mesmo tempo em que estabelecia negociações secretas com a União Soviética. Castro entregou seu país à mais cruel ditadura da história por uma questão de ordem prática: continuar mandando. Outras considerações como a oportunidade das teses marxistas ou os desvarios de Che Guevara foram secundários. Fidel Castro com trinta e tantos anos já não era um charlatão com ares de iluminado, a única coisa que queria era que não fizessem com ele o que tinham feito com Batista. Parece prosaico, mas foi assim.

Para evitar que isto acontecesse foi preciso criar um regime implacável dentro e invulnerável fora. Isto foi Cuba de 1961 até 1991. Interiormente o regime transformou a repressão de Batista em inocente jogo de crianças. Foram criados os tribunais populares, povoados por analfabetos sedentos por vingança. As farsas processuais foram seguidos por torturas e fuzilamentos, muitos fuzilamentos. O castrismo nasceu em um paredão. O sangue de milhares de cubanos inocentes foi sua água batismal, um impostor argentino seu sumo sacerdote.

Ajustadas as contas com o passado e modelado o país com os anseios de seus novos donos, começou a sangria humana. Centenas de milhares de pessoas abandonaram a ilha nos últimos anos. No começo de forma legal, depois arriscando a própria vida. Milhões de cubanos vivem hoje no estrangeiro, habitando principalmente os Estados Unidos e Espanha. É a Cuba errante, a que não esquece, a que sonha e chora. O primeiro e definitivo sintoma do castrismo que conhecemos é o cubano emigrante.

Em 1961, parte desses emigrantes conceberam a idéia de invadir Cuba da mesma forma que Castro havia feito anos antes na expedição do Granma. Pediram apoio a Washington e propunham desembarcar na Praia Giron. Os ianques deram alguma ajuda, mas não a suficiente para enfrentar o exército revolucionário. Foi um desastre, um fiasco e além disto uma má idéia. A ameaça externa é o primeiro pilar que busca toda ditadura para consolidar-se. O episódio da Praia Giron (ou Baía dos Porcos) é, na mitologia castrista, um jargão imprescindível, motivo de uma infinidade de canções e poesias, alimento necessário para muita propaganda.

Querendo garantir seu nascente regime, Fidel Castro teve uma das piores idéias do século XX: pedir que Moscou instalasse mísseis nucleares na Ilha. Os russos se empolgaram com a generosidade caribenha e ficaram obcecados em conseguir igualdade atômica com os Estados Unidos, puseram em marcha uma operação secreta. Porém Castro e seus chefes soviéticos foram descobertos pela Força Aérea Americana e um dos famosos aviões U-2 que vigiavam atentos os céus da guerra fria para evitar desagradáveis surpresas ao inquilino da Casa Branca.

Kruschov assegurou que era mentira, não estavam instalando mísseis ou algo parecido. Como era previsível, e ainda mais vindo de um comunista, o que mentia era ele. Kennedy não se deu por vencido e bloqueou os acessos marítimos à Ilha. O ponto crucial da crise ocorreu na última semana de 1962. A semana em que a humanidade quase teve um infarto. Castro, que sempre foi um fanfarrão, desejava que seu padrinho mostrasse os dentes para Kennedy. Não deu certo. Os Estados Unidos era, felizmente para todos, mais poderoso que a União Soviética. Kruschov se retirou, não voltou a tentar com os mísseis e nenhuma outra jogada.

A cacatua de Moscou

A frustrada invasão da Baía dos Porcos e a crise dos mísseis marcaram o castrismo e geraram seu fundo e forma definitiva. Nada essencial tinha mudado até então. Durante as décadas dos 60, 70 e 80, Cuba se transformou em uma economia totalmente dependente das esmolas que recebia de Moscou. Uma economia cujo objetivo mais sagrado sempre foi propagar o socialismo no Terceiro Mundo. Nisto Castro e sua camarilha mostraram um zelo maior do que o dos seus amos soviéticos. Enquanto em Havana os cubanos faziam fila na esquina com a cartilha de racionamento na mão, seu Governo tinha soldados por todo continente africano. A de Angola talvez tenha sido a mais famosa porém não a única. Milhares de cubanos, imbuídos de um espírito de cruzada ao modo socialista, lutaram e morreram em terras longínquas como Etiópia, Argélia ou Somália. De fato, o próprio Che Guevara quase perde a pele no Congo, para terminar morto na Bolívia. E tudo para instaurar mais ditaduras.

Como todo comunista que se preze, Castro acusava os inimigos do que ele planejava em silêncio. O imperialismo socialista, tanto o da União Soviética como o de Cuba, é um dos temas do século XX menos estudados. Por razões óbvias é claro.

Dentro da ilha, o nível de vida e a repressão foram crescendo de forma inversa. Os cubanos, ao longo dos últimos 50 anos, ficaram cada vez mais pobres e menos livres, um paraíso invertido. Um dos muitos projetos que os revolucionários elaboravam era acabar com a monocultura açucareira e fazer de Cuba uma potência industrial ao estilo da Alemanha ou Checolosváquia. Quem faria o milagre seria Ernesto Guevara, um pessoa rápida no gatilho, muito entusiasmo e completamente ignorante sobre a administração de um governo. Não conseguiu nada, apenas dilapidou preciosos recursos em desvairados prazeres durante vários anos. A tal extremo chegou a coisa que Castro lhe retirou e reorientou a economia cubana para proporcionar açúcar ao bloco soviético a preços inflacionados. Nunca a monocultura do açúcar foi tão grande como nos primeiros anos do castrismo. A safra anual se converteu em celebração à qual eram convidados todos habitantes da ilha, desde contadores até professores de escola. Um convite que não podia ser recusado. Nem empregando todo o país conseguiram os objetivos. Como Moscou e seus satélites compravam todo o açúcar a um preço fictício não havia necessidade alguma de se produzir mais ou menos, melhor ou pior, era uma simples tarefa revolucionária à qual Castro comparecia sem complexos e muitos fotógrafos em seu redor.

Os subsídios russos proporcionaram um meio ao regime, mas não aos cubanos. A carne por exemplo, é um luxo para as duas últimas gerações de cubanos. As mesmas que vivem apinhadas em casarões e apartamentos, as mesmas que são obrigadas a consagrar os domingos ao trabalho voluntário, as mesmas que, privadas do pão e das palavras, mantêm a chama da revolução acesa em muitos atos, reuniões dos comitês de defesa e manifestações contra o bloqueio.

O castrismo tardio ou como renascer na miséria

A queda do muro e a desintegração da União Soviética se transformaram em sério desafio à ditadura. Muitos acreditavam que ela se acabaria e que, como na Polônia, Bulgária, Bielo-Rússia ou Estônia se abriria uma nova etapa que derrubaria o regime que lhes escravizava. Grave erro de avaliação. Não levaram em conta que uma ditadura comunista, a cubana, é antes de qualquer outra consideração, a tirania pessoal de um indivíduo, em nome, isto sim, do comunismo.

Com o final da pensão soviética (que os asseclas do regime consideravam vitalícia) colocou para Castro o dilema de abrir o regime ou fechá-lo mais ainda. Ele escolheu a segunda opção, fez porque queria continuar mandando, a decisão foi tomada seguindo a única lógica à qual Fidel foi fiel durante toda a vida: mandar. Um déspota não pode permitir-se a aventuras que ameacem sua poltrona. Cuba amanheceu com o chamado “Período especial”, ou seja apertar o cinto até um extremo limite, junto do intolerável. Tudo menos trocar, tudo menos deixar outro ocupar o lugar do comandante em chefe. Anos de miséria sem nome e repressão sem conta em que até a máquina de propaganda acabou travando. É quase a única coisa que a geração mais jovem de cubanos conheceu.

O novo século, aquele que deveria colocar a luz no final do túnel, trouxe um inesperado renascimento da utopia. Castro saiu com os amigos criados nos escombros fumegantes do muro de Berlim, e a indústria turística trouxe bilhões de dólares para a ilha. O povo cubano não viu nenhum nem outro. Os mais afortunados trabalham em hotéis que são propriedade mista do governo e multinacionais estrangeiras. São pagos em pesos que não possuem valor algum, porém o ministério do turismo cobra em dólares físicos e sonantes.

Aquela dignidade que muitos se referem quando falam de Cuba é isto, trabalhar por quase nada para o Estado ou ver-ser segregado em seu próprio país por estrangeiros que chegam carregados de dólares para tomar sol ou para tratar de assuntos inconfessáveis. Dizem que a Havana de Batista e Beni Moré era, para os ianques, um imenso cassino com ares coloniais e vista para o mar do Caribe. Isto não é certo, mas o certo é que a Havana atual, a de Castro e Saramago, são uma cidade envelhecida e submetida a um regime brutal, vigiada por câmaras de segurança 24 horas, povoada por policiais que a tudo observam. A cidade não é um cassino, é um bordel. Pouco mais pode ser dito.

O legado do castrismo pode ser resumido em duas palavras: ruína e servidão. O resto ainda será escrito.