sábado, 2 de maio de 2009

KEYNES, O MITO

O famoso economista inglês John Maynard Keynes, promotor do famoso FMI e de políticas monetárias inflacionárias, em uma ocasião deu uma conferência em Harvard. Na apresentação, John Kenneth Galbraith orgulhosamente disse que ele foi o primeiro keynesiano da América. Porém Keynes comentou depois que ele mesmo não era keynesiano, e que seus alunos exageravam de tal forma suas teorias que ela alcançava extremos com os quais ele não concordava.

A teoria que comumente se conhece como essência do keynesianismo diz que quando o governo aumenta a quantidade de dinheiro circulante através do gasto estatal deficitário, com dinheiro novo e sem respaldo, aumenta a demanda de tudo e a economia é estimulada. Parece muito simples. Muitos acreditaram nela, e assim começou a universalização da inflação como ferramenta do progresso. Mas depois de tantos desastres inflacionários aprenderam que aumentar o dinheiro em circulação sem que se aumente a produção não somente faz subir os preços e os custos, mas que também, e muito pior, ocasiona uma distorção na alocação de recursos.

O poder aquisitivo representado pelo dinheiro novo beneficia a quem o recebe primeiro, porque conseguem gastá-lo antes que seu efeito se reflita nos preços. Para chega mais tarde, quando o gastam percebem que os preços subiram. O poder aquisitivo que consegue o governo é a custa dos poupadores e pensionistas e tem por conseqüência a perda do poder aquisitivo de todos. No mínimo podemos dizer de que se trata de um imposto cruel e desonesto.

A falácia keynesiana foi exposta antes do nascimento de Keynes pelo economista J. B. Say, de quem os keynesianos sempre se esquecem de mencionar. Muitos economistas sérios se opuseram ao keynesianismo, mas quase ninguém deu importância para isto. Hoje novamente os keynesianos estão saindo do armário para oferecer soluções para a suposta “crise do capitalismo”.

A chamada Lei de Say é de sentido comum e de uma verdade evidente: todos compramos (demandamos) o que queremos com o que produzimos. O dinheiro só serve para que o intercâmbio não se baseie na troca. Quer dizer, aportamos os bens ou serviços que produzimos para receber dinheiro, e com este dinheiro compramos. Nosso poder aquisitivo continua sendo o valor de mercado de nosso aporte ao que outros desejam.

Sendo esse princípio tão óbvio e de tão fácil compreensão, fica difícil entender como foi propagado o erro. As modas acadêmicas costumam não ter sustentação lógica, mas quem não as aplaude não é promovido em sua profissão. O keynesianismo foi batizado com o nome de "economia da demanda", sob a ridícula crença de que é o dinheiro que cria a demanda e não o que se produz para poder obter o que alguém necessita. A Lei de Say foi batizada de "economia da oferta", e os keynesianos ressuscitados a acusam de ter fracassado, aliás dizem o mesmo do mercado.